O sorriso faz parte de mim, como a cor da minha pele, do meu cabelo ou dos olhos. Ao longo dos anos fui mudando de aspecto pela forma de vestir, maquilhar ou o corte de cabelo. As pessoas deixavam de me conhecer por essas alterações estéticas, mas reconheciam-me imediatamente assim que nos cumprimentávamos e naturalmente o sorriso saia de encontro aos seus olhos.
No contacto directo com as pessoas simples o sorriso tem uma potência ainda maior. Elas sabem reconhecer os sorrisos sinceros e descomprometidos e, na maioria das vezes, retribuem-nos imediatamente com outro sorriso ainda mais rasgado. O sorriso é o primeiro momento de ligação com os outros, é a chave para entrarmos no coração dos que nos rodeiam.
Hoje, uma colega de trabalho que me conhece há apenas um mês e meio reclamou que hoje ainda não me tinha visto sorrir (e tinha acabado de me encontrar). Reagi ao seu comentário sorrindo, ao que ela contestou: “Agora está melhor!”. O amor que temos a cada ser humano com quem nos cruzamos canaliza-se também através dos nossos sorrisos espontâneos. E quando não o fazemos, os que nos rodeiam relembrar-nos-ão que lhes está a fazer falta a sua dose do dia.